sábado, 30 de outubro de 2010

O jardim da meia noite e onze.

Numa primavera passada, uma pessoa com poderes especiais encontrou uma rocha muito especial. Uma rocha de valor inestimável, não no sentido de que era muito valorosa ou de que pouco valia, mas simplesmente de quantum indentificável.

Dotada de poderes especiais, a mágica, seduzida pela rocha, a transformou numa flor. Logo, desta flor, adveio outras. Em determinado momento, tal pessoa já cultivava um imenso jardim.

Quando chegou o verão tudo estava tão lindo! O jardim era invejável. Muitas pessoas já, dia outro, quiseram um igual; nunca ninguém conseguiu.

Ocorre que no final do verão uma flor murchou e morreu, mas tudo bem, a falta de uma flor não faria diferença em jardim tão imenso. Tempos poucos depois morre outras duas flores, mas nada que fosse suficiente para destruir aquele admirável e vistoso jardim. Inicia-se o outono, as flores continuam morrendo, tenta-se inclusive colocar outras no lugar das que jazem, mas o jardim segue praticamente impecável. No final do outono o jardim começa a pegar fogo, a mágica usa de seus poderes e consegue apagar. Entretanto, devido à existência de algumas brasas as chamas reacendem e o fogo perdura até o inverno chegar. Durante parte considerável do inverno o jardim esteve em chamas, mas o fogo era controlável.

Era primavera novamente, o fogo começa a tomar maiores dimensões, o jardim se vê completamente em chamas e não foi possível fazer mais nada para impedir o estrago. O inimaginável acontece, surpreendendo a todos, com exceção da mágica, do jardim só restaram cinzas, que de nada agora servem.