domingo, 18 de julho de 2010

O tempo: então ele; com ela; assim acontece

Mais uma etapa se iniciava. Uma nova rotina, agora duplamente significativa:

Chegou então a desconhecida hora. Esperada? Provavelmente não naquelas circunstâncias. Registre-se que não foi de imediato os primeiros olhares, contudo interiormente o abalo foi intenso, não se sabia ao certo o que era, o que estava acontecendo, mas sentia-se, era forte demais.

Impercebivelmente a proximidade foi por diversas vezes intentada, geralmente em vão, pois sequer se sabia ao certo o real motivo das tentativas de se acostar àquele alguém.

Um grande passo foi dado então na semana da data supra. Fruto da mais ambiciosa audácia. Pior, foi também irracional, não foi simplesmente uma ordem emanada da sua neuro. Algo inexplicável o impulsionou a fazer aquilo, entretanto, sem assim não o fosse, certamente não seria esse o presente vivenciado.

Foram longas as batalhas travadas com suas máquinas. O que causou dificuldade nas comunicações. Tais máquinas também foram as responsáveis pelo distanciamento de vizinhos estudantis, concomitantemente, e, claro, meio que paradoxalmente - não sei o porquê de tanto superlativo – se não existisse elas não teriam se aproximado jamais.

Aos poucos tudo foi se tornando mais doce, o que outrora estava no subconsciente daqueles seres, nestes tempos explanava-se, expandia-se, era trago à baila pelas mais honrosas carícias que língua portuguesa permite. Porém, isso é estória para outros textos, a este cabe apenas esclarecer como foi o início naquela segunda à noite; 27 de julho do ano de nove mil e dois. O futuro. Agora passado. Mas que está incondicionalmente presente na vida de ambos.

P.p. Diego dos Anjos Santos Soares

2 comentários:

  1. Adoro quando as pessoas leem, mas nada comentam. Estimula violentamente novas postagens.

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  2. Se bem que o descompromisso de postar que foi contratado entre nós autores também se aplica aos leitores.

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